<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345</atom:id><lastBuildDate>Tue, 15 Dec 2009 19:15:42 +0000</lastBuildDate><title>o livro dos mais pequenos silêncios</title><description>a palavra é o mundo em miniatura, um silêncio que aparece. as palavras são sementes de sentido.</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (leo mackellene)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>129</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-3874940742301100692</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 12:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-18T04:19:55.722-08:00</atom:updated><title></title><description>a felicidade&lt;br /&gt;mora na pele&lt;br /&gt;e começa nas mãos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-3874940742301100692?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/11/felicidade-mora-na-pele-felicidade.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-754665529031072825</guid><pubDate>Thu, 05 Nov 2009 14:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-05T06:55:22.480-08:00</atom:updated><title></title><description>poder verdadeiro&lt;br /&gt;é abdicar do poder&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-754665529031072825?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/11/verdadeiro-poder-e-abdicar-do-poder.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-5195551900366217978</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2009 21:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-02T14:53:38.892-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces&lt;br /&gt;Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela já lera o bilhete por anos ininteligível dezenas de vezes, entre soluços e lágrimas. Sentava-se na beira da cama, nua, olhando a estrada depois da janela muito depois da silhueta ter desaparecido. O vento entrando e espalhando as folhas dessa história que tentava escrever havia já muito tempo. E agora tentava costurar a colcha incolor das folhas espalhadas pelos arbustos no quintal. Ali, cercada, brincara de ciranda com seu amor por dias, meses, anos, talvez décadas. Há quem jure que há milhares e milhares de anos, entre arquiteturas que se diferenciavam de tempos em tempos. O choro convulso cegava pra muito além de si. Mal enxergava as próprias mãos segurando o bilhete com letras azuis, tremidas. Previsões, escolhas, limites eram o leque de objetividades a que teria de se acostumar. E o medo a lhe exibir dentes amarelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta... ela não sabia escrever histórias, por mais que tentasse. Não sabia sequer contar a sua sem esses mergulhos, sem divagações, a narrativa não evoluía. É a literatura pós-moderna, é a literatura pós-moderna! Ignoro. Mas é o que dizem, que os fatos importam menos que as reflexões que suscitam. E a narrativa se perdia na subjetivaidade de quem escrevia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirara o óculos que lhe cicatrizava a cara, marca de sua civilidade iluminista, de sua racionalidade positivista e voltava à humanidade perdida da entrega, à lágrima que precedia qualquer filosofia. Agora, poesia sequer saía-lhe dos dedos. Os dias foram devorando um a um os seus mais queridos poemas ainda não escritos. As traças cuidaram do resto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-5195551900366217978?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/10/eu-deixarei-que-morra-em-mim-o-desejo.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-995198443620328631</guid><pubDate>Fri, 31 Jul 2009 00:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-31T05:36:17.684-07:00</atom:updated><title></title><description>Um amigo me disse que o massa da revista Playboy são as reportagens e as entrevistas com intelectuais e artistas que ela tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse que o massa da Playboy é na verdade que ela assume abertamente o fetiche sexual do intelectual brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-995198443620328631?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/um-amigo-me-disse-que-o-massa-da.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-250747550842585023</guid><pubDate>Thu, 30 Jul 2009 23:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-30T16:53:29.801-07:00</atom:updated><title>a última noite</title><description>a pele é uma atrocidade&lt;br /&gt;a pele é a mais atroz das belezas humanas&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;uma rosa vermelha passeando pela pele dessa mulher em que você se transformou&lt;br /&gt;é minha poesia&lt;br /&gt;um rosa vermelha passeando pelos lábios dessa mulher em que você se transformou&lt;br /&gt;é minha poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a beleza desconcertante da pele)&lt;br /&gt;beber vinho na pequena taça do teu umbigo&lt;br /&gt;a leveza líquida da pele&lt;br /&gt;dormir em ti&lt;br /&gt;dentro&lt;br /&gt;e ter você dentro da minha boca&lt;br /&gt;sentindo, forte, linda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu escrevendo com minha língua&lt;br /&gt;poemas de amor sobre a tua pele repleta de cheiros&lt;br /&gt;sobre a tua pele encharcada de desejos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero saber teu sabor&lt;br /&gt;quero ver a tua pele, ma petit cherry&lt;br /&gt;ver toda a tua pele, ma petit mort&lt;br /&gt;quero sentir o abraço de tuas pernas&lt;br /&gt;me arranhando com a boca&lt;br /&gt;me mordendo com as unhas&lt;br /&gt;afogada entre minhas vértebras&lt;br /&gt;à deriva sobre minha pele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deslizam sobre a pele&lt;br /&gt;dedos e lençóis&lt;br /&gt;hipnose da epiderme &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero você dentro da minha boca&lt;br /&gt;minha língua passeando&lt;br /&gt;pelo umbigo que anuncia  entradas secretas&lt;br /&gt;das mãos que começam o paraíso&lt;br /&gt;que afastam os véus do ocultamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero você apertada contra mim&lt;br /&gt;debaixo de mim&lt;br /&gt;sobre mim&lt;br /&gt;de costas pra mim&lt;br /&gt;até me derramar em ti&lt;br /&gt;o cheiro da tua pele agridoce&lt;br /&gt;úmida&lt;br /&gt;e quente&lt;br /&gt;ofegante de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há partes secretas no corpo&lt;br /&gt;sob os pêlos&lt;br /&gt;debaixo dos dedos&lt;br /&gt;molhada como lençóis freáticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nua&lt;br /&gt;só a tua pele alva&lt;br /&gt;branca&lt;br /&gt;substituta das luas&lt;br /&gt;satélite dos meus desejos&lt;br /&gt;te dou um banho de mim&lt;br /&gt;até que eu possa encher a pequena taça do teu umbigo&lt;br /&gt;vc quer me beber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;revela pra mim tuas obscuridades&lt;br /&gt;deixa que eu te contemple como a mais sagrada e profana natureza&lt;br /&gt;deixe que meu olho se delicie com a luz da tua pele branca&lt;br /&gt;deixa que minha memória se alimente de ti&lt;br /&gt;deixa que minha alma se recorde de ti&lt;br /&gt;de ti e de mim&lt;br /&gt;inteiro deitado sobre a tua pele&lt;br /&gt;sobre o mar luminoso de teus poros de leite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tua pele macia e quente&lt;br /&gt;me pedindo&lt;br /&gt;me implorando&lt;br /&gt;pra ser penetrada&lt;br /&gt;pra ser tocada&lt;br /&gt;contemplada&lt;br /&gt;ilumina de vez tua gruta escondida e úmida&lt;br /&gt;eu quero senti-la nos olhos&lt;br /&gt;deixa eu sentir no sabor da tua sombra a força que há nos desejos&lt;br /&gt;eu te invado os sonhos dessa noite&lt;br /&gt;te invadirei como um rio de orgasmo que te encherá o corpo e a alma&lt;br /&gt;com a pureza de um desejo cravado como espinho na minha alma de carne&lt;br /&gt;de que sua alma é feita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sob teus braços&lt;br /&gt;sob teus abraços&lt;br /&gt;mergulhado na tua carne&lt;br /&gt;eu me afogo nos poros que se abrem&lt;br /&gt;e te me entregam&lt;br /&gt;com a força dos desejos inteiros&lt;br /&gt;com a força dos desejos antigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu, com minha língua de poesia,&lt;br /&gt;te penetro inteirinha&lt;br /&gt;em todos os sentidos&lt;br /&gt;com todos os sentidos&lt;br /&gt;condensados&lt;br /&gt;a dizer que eu vim só dar&lt;br /&gt;despedida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-250747550842585023?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/ultima-noite.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-2308881634500311128</guid><pubDate>Thu, 30 Jul 2009 17:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-30T10:51:52.334-07:00</atom:updated><title></title><description>O frio&lt;br /&gt;é a exaustão do vento.&lt;br /&gt;O calor,&lt;br /&gt;sua euforia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-2308881634500311128?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/o-frio-e-exaustao-do-vento.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-5473996061582433150</guid><pubDate>Thu, 30 Jul 2009 04:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-29T21:02:36.416-07:00</atom:updated><title></title><description>A pele é a verdade,&lt;br /&gt;a única verdade possível.&lt;br /&gt;A pele,&lt;br /&gt;é a mais bela paisagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-5473996061582433150?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/pele-e-verdade-unica-verdade-possivel.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-5159434031780004475</guid><pubDate>Thu, 30 Jul 2009 00:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-29T17:59:15.026-07:00</atom:updated><title></title><description>"jamais se esquece a pessoa com quem se dormiu"&lt;br /&gt;(Clarice Lispector, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A hora da estrela&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-5159434031780004475?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/jamais-se-esquece-pessoa-com-quem-se.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-2447298271206489917</guid><pubDate>Wed, 29 Jul 2009 03:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-28T20:35:19.561-07:00</atom:updated><title></title><description>só sentindo&lt;br /&gt;as coisas fazem sentido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-2447298271206489917?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/so-sentindo-as-coisas-fazem-sentido.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-5904012896530237932</guid><pubDate>Wed, 29 Jul 2009 03:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-28T20:01:27.504-07:00</atom:updated><title></title><description>a resposta é uma condensação de perguntas.&lt;br /&gt;Para haver uma única resposta, é preciso que haja inúmeras perguntas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-5904012896530237932?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/resposta-e-uma-condensacao-de-perguntas.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-369905604346219230</guid><pubDate>Wed, 29 Jul 2009 02:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-28T19:58:25.458-07:00</atom:updated><title></title><description>paciência é proteção&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-369905604346219230?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/paciencia-e-protecao.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-6054022540955075888</guid><pubDate>Tue, 28 Jul 2009 15:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-28T08:31:46.564-07:00</atom:updated><title></title><description>a beleza é uma forma da tristeza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-6054022540955075888?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/beleza-e-uma-forma-da-tristeza.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-2581246577905536877</guid><pubDate>Tue, 14 Jul 2009 20:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-14T13:47:26.896-07:00</atom:updated><title></title><description>Deus existe mesmo quando não há.&lt;br /&gt;Mas o demônio não precisa de existir para haver.&lt;br /&gt;A gente, sabendo que ele não existe,&lt;br /&gt;aí é que ele toma conta de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-2581246577905536877?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/deus-existe-mesmo-quando-nao-ha.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-272738709257095622</guid><pubDate>Thu, 09 Jul 2009 10:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-09T03:57:23.105-07:00</atom:updated><title></title><description>que a sombra dos meus erros&lt;br /&gt;possa apontar a luz dos acertos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-272738709257095622?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/que-sombra-dos-meus-erros-possam.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-6649365450554909505</guid><pubDate>Sun, 05 Jul 2009 05:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-04T23:11:34.128-07:00</atom:updated><title></title><description>escrevo textos como quem orquestra sinfonias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-6649365450554909505?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/eu-escrevo-textos-como-quem-orquestra.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-7242768189680754123</guid><pubDate>Sat, 04 Jul 2009 12:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-28T08:43:23.600-07:00</atom:updated><title></title><description>um poema&lt;br /&gt;é uma ruína&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-7242768189680754123?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/todo-poema-e-uma-ruina-de-si-mesmo.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-6803444842582200506</guid><pubDate>Fri, 03 Jul 2009 00:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-02T18:03:05.388-07:00</atom:updated><title>molusco</title><description>sei o que estou fazendo aqui&lt;br /&gt;e não sei o que estou fazendo aqui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saber é o meu não saber&lt;br /&gt;saber ilumina o que eu não sei&lt;br /&gt;e o que eu não sei&lt;br /&gt;(que sei ser o mais importante)&lt;br /&gt;ofuscado, se esconde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, além, muito além de uma simples oposição lógica,&lt;br /&gt;que o que eu não sei não é o que eu sei,&lt;br /&gt;mas não sei disso, sinto isso&lt;br /&gt;e só sinto o que eu não sei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que eu não sei lateja&lt;br /&gt;sinto existir o que eu não sei&lt;br /&gt;lamento existir o que eu sei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o que eu sei se aproxima do que eu não sei&lt;br /&gt;uma gota que arde em molusco se abre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eu me fecho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-6803444842582200506?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/molusco.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-889834033148575696</guid><pubDate>Wed, 01 Jul 2009 15:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-01T08:51:29.556-07:00</atom:updated><title></title><description>...aí a gente vai ver&lt;br /&gt;com quantas rosas se faz um buquê...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-889834033148575696?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/07/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-4087590449992075998</guid><pubDate>Sun, 28 Jun 2009 06:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-30T16:13:10.416-07:00</atom:updated><title>eu insisto</title><description>Escrevi um artigo que, me disseram, não poderia ter sido escrito por mim.&lt;br /&gt;Entendi que eu passarei a vida a escrever artigos que não poderiam ter sido escritos por mim.&lt;br /&gt;Não só artigos.&lt;br /&gt;Mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passarei a vida a escrever poemas que nunca poderiam ter sido escritos por mim.&lt;br /&gt;Não só poemas.&lt;br /&gt;Passarei a vida a dizer coisas que nunca poderiam ter sido ditas por mim.&lt;br /&gt;Mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passarei a vida a fazer coisas que jamais poderiam ter sido feitas por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois,&lt;br /&gt;existirei como nunca poderia ter existido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao impossível,&lt;br /&gt;serei qualquer coisa que nunca poderia ser considerado eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de depois do impossível,&lt;br /&gt;viverei o que nunca poderia ter sido vivido por mim;&lt;br /&gt;amarei o que nunca poderia ter sido amado por mim;&lt;br /&gt;sentirei o que nunca poderia ter feito sentido pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu...&lt;br /&gt;...inexisto,&lt;br /&gt;desexisto&lt;br /&gt;e re-existo.&lt;br /&gt;Eu insisto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-4087590449992075998?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/06/escrevi-um-artigo-que-nao-poderia-ter.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-8235268510075807053</guid><pubDate>Sat, 27 Jun 2009 20:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-27T13:28:50.183-07:00</atom:updated><title>das duas uma</title><description>ou a literatura se volta para a vida&lt;br /&gt;ou a vida abandona a literatura&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-8235268510075807053?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/06/das-duas-uma.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-8883899758427486840</guid><pubDate>Tue, 23 Jun 2009 22:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-23T15:03:17.890-07:00</atom:updated><title></title><description>a beleza ainda vai me enlouquecer&lt;br /&gt;vocês vão ver&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-8883899758427486840?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/06/beleza-ainda-vai-me-enlouquecer-voces.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-3971185707745680571</guid><pubDate>Mon, 22 Jun 2009 02:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-21T19:40:41.547-07:00</atom:updated><title>O Jardim das Horas</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7aiJyuy-t0Q/Sj7uN_83z7I/AAAAAAAAAF4/o0XTHI4Lzow/s1600-h/laya_13.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 313px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7aiJyuy-t0Q/Sj7uN_83z7I/AAAAAAAAAF4/o0XTHI4Lzow/s320/laya_13.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349975331635187634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canção passava. Procurando, a canção passava deixando um rastro de flores. Um pequeno filete, como um traço, um risco, um riacho, fronteira entre o que fora e o que será. O ar cheio de cheiros. Respire. Inspire-se. Sinta o cortejo das águas semeadas. Ouça o cortejo cantando no jardim das águas. Por onde a canção caminha está a felicidade. Aos nossos pés, flores terão nascido se tivermos a calma de observar, a leveza de não pisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canção passava fecundando, semeando. E por onde tem passado, tem deixado um rastro onde a beleza não é de ver ou tocar. Nele consta apenas uma atmosfera fina, tão pura, tão ingênua que quase podemos pensar no caminho de volta. A canção é forte, radiante. A canção é um encantamento. Caminha e não há como não seguir. Tenho os pés levantados do solo enquanto a multidão alegre e colorida a tons claros sorri, me eleva e me carrega como amigos que nos carregam em festa. E por onde passa, armas se rendem a uma paisagem de fazer sorrir um menino do dedo verde, cujo dedo fazia florescer pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho movediço e tortuoso cedeu de vez, e não precisamos mais de andaimes. Descemos, alcançamos o chão ― o desafio é alcançar o chão, a superfície, primeira fronteira ― e continuamos a canção. Ali estão os guardas, sem utilidade porque aprendemos a confiar; armas pesadas que se transformam em velocípedes para crianças órfãs, como previu o poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada nos pode atingir. A era do medo passou, passou hoje, enquanto a canção passava. Retirou dos soldados comandos na ponta das baionetas, bacamartes. Soldados que choraram no sonho e acordaram chorando. Atiravam como cães ferozes e medrosos. Chegamos perto, bem perto, nunca é perto demais. Acalmamo-los, abraçamo-los e cãezinhos agora mansinhos, outrora raivosos, perceberam que nosso cheiro é bom, que não cheiramos a medo. Todas as canções do mundo compõem essa imensa canção. Todos os aedos, cantores, poetas, violeiros, emboladores; todos os cancioneiros, musicistas, instrumentistas, coralistas; todos os sons, canções, tons, semitons, dissonantes ou não compõem essa canção interminável. Todas as canções podem soar, ressonar pra sempre, sempre, sempre, sempre... noutra canção. Nessa canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão puro o ar, a atmosfera que a canção vem arejando de si que amortece todas as quedas, acalma as mais terríveis querelas, acalenta as mais difíceis pelejas. O ódio não é o contrário do amor, mas ausência dele. E nada pode vencer a força do beijo, do abraço dessa canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cortejo vai cantando, parece uma romaria que segue a orar. Não há canção verdadeira que não seja oração. Abrandam-se guerras, soldados se abraçam e se cumprimentam em língua estrangeira, e como tudo é festa, até as balas são de festim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, enquanto o dia renascia, nos demos conta de que somos parte da canção, como dissonâncias de um mesmo acorde estranho. Foi quando enxergamos, enfim, o caminho florido que é o caminho de todos em União, o caminho verdadeiro, abraçados pela força da harmonia ouvida uma única vez, desde o Princípio, há milhares e milhares de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que ali valsam, que ali vão são os primeiros. Nós... não seremos os últimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.myspace.com/ojardimdashoras&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-3971185707745680571?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/06/o-jardim-das-horas.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7aiJyuy-t0Q/Sj7uN_83z7I/AAAAAAAAAF4/o0XTHI4Lzow/s72-c/laya_13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-2358050254583367129</guid><pubDate>Sun, 24 May 2009 18:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-24T11:21:03.129-07:00</atom:updated><title></title><description>A beleza&lt;br /&gt;é terrível.&lt;br /&gt;É terrível o poder&lt;br /&gt;que a beleza tem sobre mim.&lt;br /&gt;Digo que é melhor fechar os olhos,&lt;br /&gt;e me apaixono por uma voz.&lt;br /&gt;Digo que é melhor não dar atenção,&lt;br /&gt;e me apaixono pelo que me toca&lt;br /&gt;a pele.&lt;br /&gt;A pele é a mais atroz das belezas humanas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-2358050254583367129?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/05/beleza-e-terrivel.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-2250855242666310771</guid><pubDate>Sun, 10 May 2009 20:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-10T13:30:52.193-07:00</atom:updated><title>não sei se esse poema é meu, mas parece e está no meu computador...</title><description>Sou parte da lembrança das pessoas, nunca fui de fato.&lt;br /&gt;A criança em mim adormecida se esmera no colo do tempo - que se liquefaz na fria fuselagem das horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo, esse fantasma cego que nos persegue e assombra - implacável e alheio a nossa vontade - extermina a pureza dos corpos, que se põem a exalar olor de desejo.&lt;br /&gt;     Oh! o Desejo!&lt;br /&gt;O que seria de nós sem este deus nada melindroso?&lt;br /&gt;Poderíamos envelhecer desapropriados da culpa de termos que ser essa alegoria perversa e cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O avesso das coisas.&lt;br /&gt; (eternos escravos destes olhos cegos que nada vêem) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta que em mim habita é apenas a triste alegoria de palhaço fantasiado de homem - esta arquitetura por terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edifico-me na incerteza do mundo&lt;br /&gt;No mistério que as coisas têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho andado por todos os cantos &lt;br /&gt;Contemplando a lei natural dos encontros.&lt;br /&gt;Sou este refém do inexplicável – que me amadurece e conforta.&lt;br /&gt;Por isso tenho a coragem de jogar-me no mundo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coragem de quem anda sempre com mais de uma verdade no bolso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-2250855242666310771?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/05/nao-sei-se-esse-poema-e-meu-mas-parece.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1573960668897660345.post-961582280093643256</guid><pubDate>Tue, 24 Mar 2009 11:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-24T04:47:17.980-07:00</atom:updated><title></title><description>trago o peito dilacerado por essa coisa que não tem nome, nunca terá&lt;br /&gt;é físico e eu nunca pensei&lt;br /&gt;saudade, medo e falta compõem essa força que tento transformar em alimento&lt;br /&gt;estou longe, muito longe de casa, cada vez mais longe e distância se sente é na pele&lt;br /&gt;o poeta disse quem sente saudade jamais está sozinho&lt;br /&gt;é mentira como é a poesia. A literatura não adianta, não adianta, não adianta...&lt;br /&gt;a velha amiga voltou pra me encher os olhos e o peito&lt;br /&gt;e veio com fome de mim. comeu meus poemas, meus papéis, meu Cabral de Melo Neto, comeu até meus pequenos silêncios&lt;br /&gt;os poemas que faltam, as canções que não tocam, não me tocam, os filmes que não consigo ver&lt;br /&gt;são a prova de que esses lobos deixaram as estepes e vieram&lt;br /&gt;para o meu coração&lt;br /&gt;Aaaaahhhhh esse grito! Esse grito é um uivo, meus irmãos, e um uivo&lt;br /&gt;e esse uivo é o prenúncio de uma ponte lenta que vem se construindo, se construindo, se construindo... sim&lt;br /&gt;len-ta-men-te&lt;br /&gt;(e a literatura não adianta, não adianta, não adianta...)&lt;br /&gt;pra trazê-los de volta&lt;br /&gt;porque trazê-los de volta&lt;br /&gt;é o mesmo que voltar por aquela porta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1573960668897660345-961582280093643256?l=olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olivrodosmaispequenossilencios.blogspot.com/2009/03/trago-o-peito-dilacerado-por-essa-coisa.html</link><author>noreply@blogger.com (leo mackellene)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item></channel></rss>