que a sombra dos meus erros
possa apontar a luz dos acertos
a palavra é o mundo em miniatura, um silêncio que aparece. as palavras são sementes de sentido.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
molusco
sei o que estou fazendo aqui
e não sei o que estou fazendo aqui
saber é o meu não saber
saber ilumina o que eu não sei
e o que eu não sei
(que sei ser o mais importante)
ofuscado, se esconde.
Sei, além, muito além de uma simples oposição lógica,
que o que eu não sei não é o que eu sei,
mas não sei disso, sinto isso
e só sinto o que eu não sei
o que eu não sei lateja
sinto existir o que eu não sei
lamento existir o que eu sei
Quando o que eu sei se aproxima do que eu não sei
uma gota que arde em molusco se abre...
e eu me fecho
e não sei o que estou fazendo aqui
saber é o meu não saber
saber ilumina o que eu não sei
e o que eu não sei
(que sei ser o mais importante)
ofuscado, se esconde.
Sei, além, muito além de uma simples oposição lógica,
que o que eu não sei não é o que eu sei,
mas não sei disso, sinto isso
e só sinto o que eu não sei
o que eu não sei lateja
sinto existir o que eu não sei
lamento existir o que eu sei
Quando o que eu sei se aproxima do que eu não sei
uma gota que arde em molusco se abre...
e eu me fecho
sábado, 27 de junho de 2009
eu insisto
Escrevi um artigo que, me disseram, não poderia ter sido escrito por mim.
Entendi que eu passarei a vida a escrever artigos que não poderiam ter sido escritos por mim.
Não só artigos.
Mais que isso.
Passarei a vida a escrever poemas que nunca poderiam ter sido escritos por mim.
Não só poemas.
Passarei a vida a dizer coisas que nunca poderiam ter sido ditas por mim.
Mais ainda.
Passarei a vida a fazer coisas que jamais poderiam ter sido feitas por mim.
Depois,
existirei como nunca poderia ter existido.
Ao impossível,
serei qualquer coisa que nunca poderia ser considerado eu mesmo.
Depois de depois do impossível,
viverei o que nunca poderia ter sido vivido por mim;
amarei o que nunca poderia ter sido amado por mim;
sentirei o que nunca poderia ter feito sentido pra mim.
eu...
...inexisto,
desexisto
e re-existo.
Eu insisto.
Entendi que eu passarei a vida a escrever artigos que não poderiam ter sido escritos por mim.
Não só artigos.
Mais que isso.
Passarei a vida a escrever poemas que nunca poderiam ter sido escritos por mim.
Não só poemas.
Passarei a vida a dizer coisas que nunca poderiam ter sido ditas por mim.
Mais ainda.
Passarei a vida a fazer coisas que jamais poderiam ter sido feitas por mim.
Depois,
existirei como nunca poderia ter existido.
Ao impossível,
serei qualquer coisa que nunca poderia ser considerado eu mesmo.
Depois de depois do impossível,
viverei o que nunca poderia ter sido vivido por mim;
amarei o que nunca poderia ter sido amado por mim;
sentirei o que nunca poderia ter feito sentido pra mim.
eu...
...inexisto,
desexisto
e re-existo.
Eu insisto.
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