domingo, 8 de abril de 2012

Agora não.
Quando eu enfim aprender os silêncios.
Quando eu enfim entender os segredos.
Quando eu tocar os seus dedos, sem anéis, sem alianças,
E ainda assim estivermos casados;
aí sim.

Mas agora não.

Quando eu sondar o universo inteiro
Quando eu vasculhar os espelhos
entender, enfim, os segredos;
aí sim.

Mas agora não.
Agora não.

Quando eu souber se ainda é cedo,
ainda que tarde demais.
Quando eu aceitar os meus medos
Inda que num rompante fugaz.
Quando eu amar o que não é belo, inclusive,
E a beleza da pele não for mais uma atrocidade,
só me inspire;
aí sim.

Mas não agora.
Agora não.

2 comentários:

o outro terço da alma disse...

saber que não é agora e não entender o porquê de não ser...

Anônimo disse...

"Agora não" é uma ingênua presunção de que haverá outro momento. "Agora não" quase sempre é "Agora É nunca!"